15/09/2011

Bolo de goma, sabor de Piauí na mesa

Apesar do calor, é tradição por aqui tomar um cafezinho de tarde, sempre acompanhado por uma delícia tipicamente nordestina: o bolo de goma.

Natacha Maranhão
Da CCOM, com informações de Originalmente publicado em Overmundo

(Foto:Natacha Maranhão)

Qualquer dia da semana, no meio da tarde, é só passar por alguma rua de qualquer bairro mais antigo de Teresina –; Centro, Matadouro, Vermelha, Poty Velho - pra sentir um gostoso cheirinho de café.

Apesar do calor, é tradição por aqui tomar um cafezinho de tarde, sempre acompanhado por uma delícia tipicamente nordestina: o bolo de goma.

Não, não, ninguém aqui anda comendo chiclete com café, não. A goma do bolo é a farinha de tapioca, que também faz beiju (conhecido como tapioca em vários cantos do país), bolo frito, broas doces e salgadas, petas, enfim, uma infinidade de delícias que combinam perfeitamente com um café quentinho, passado na hora.

O bolo de goma é uma instituição! Aqui no Piauí o povo não vive sem, em outros Estados do Nordeste eu sei que tem também, mas acho que aqui a paixão é maior mesmo. Qualquer pão, por mais quentinho e fresquinho que seja, sempre fica de lado quando aparece um bolo, mesmo que seja do dia anterior.

Sim, há quem prefira abrir mão de comer o bolo quentinho, recém-saído do forno, para comer no dia seguinte, quando já está mais duro mas igualmente gostoso.

Outra curiosidade é que quando se vai contratar uma empregada doméstica, a candidata já ganha pontos se souber fazer o “bolo de sal” – ele é chamado assim também.

A massa básica é bem simples: a goma, ovos, leite, sal e óleo. Algumas variações levam queijo, que faz uma grande diferença e dá uma nova textura e sabor.

A farinha também muda a cara do bolo. Se for tapioca fininha, tipo polvilho, ele fica liso, com uma casca mais crocante e o interior macio e fofo. Se for “de caroço”, o bolo fica cheio de bolinhas.

As padarias já sabem o segredo para fazer o cliente levar mais que o pão francês e o leite de cada dia e estão expondo variedades de bolo de goma direto no balcão. Oferecem a “rosca”, que é o bolo grande, redondo; a pamonha, que pode ser feita de tapioca fina ou de caroço e é tradicionalmente assada em folha de bananeira (nas padarias usam papel alumínio), petas (sequilhos salgados do tipo é-impossível-comer-só-um-e-quando-você-vê-já-devorou-o-pacote-inteiro), cariri - bolinho salgado que esfarela na boca), e claro, o beiju feito na hora, com recheio de queijo de coalho e manteiga da terra.

Ficou com água na boca? Pois anota aí uma receita facinha, facinha de bolo: Bate no liquidificador uma xícara de leite, ½ xícara de óleo, 4 ovos, três xícaras de farinha de goma (ou polvilho/fécula de mandioca/tapioca), um pires (ou um pacotinho) de queijo ralado, sal a gosto (cuidado porque o queijo de pacote já é muito salgado). Depois de bater por uns 5 a 8 minutos, põe numa forma de buraco no meio, levemente untada com óleo. Forno por uns 30 a 40 minutos. Quando estiver quase pronto você prepara um café. Se, como eu, você não está lá muito preocupado com a quantidade de calorias/dia, experimente o bolo ainda quente, com manteiga derretendo em cima...E bom apetite!!