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Sábado, 22 de novembro de 2014.

24/02/2012 10:21

Agricultura do Piauí cresceu 55,71% em 2011

O maior aumento dentre os produtos apresentados foi na produção de algodão herbáceo.

Rosa Rocha

Algodão, feijão, milho, fava, arroz, soja; essas são as principais culturas do Estado do Piauí e as responsáveis pelo crescimento de 55,71% da produção agrícola obtida durante o ano de 2011. De acordo com dados da Conjuntura Econômica anual, apresentada pela Fundação Cepro, a produção agrícola no Piauí, relativo à safra de 2011, atingiu 2.151.163 toneladas.

Segundo técnicos responsáveis pelo trabalho apresentado, esse desempenho do setor agrícola deve-se às condições climáticas favoráveis às culturas plantadas, especialmente quanto aos aspectos das precipitações pluviométricas. “Vale afirmar a forte contribuição na obtenção da produção agrícola na região Sul do Estado que ganha importância, pois tem como suporte a produção de soja”, explica o coordenador da pesquisa, Manoel Moedas.

O maior aumento dentre os produtos apresentados foi na produção de algodão herbáceo que, embora seja incipiente se comparado aos demais produtos agrícolas cultivados no Piauí, cresceu 209%. Esse número se destacou, inclusive, na exportação do Estado onde o algodão aparece com um crescimento de 386,4%. O feijão aumentou sua produção em 155% e a fava 114%, comparados aos números apresentados em 2010.

Apesar de não ter sido o maior desempenho em números, o milho se destaca dentre as demais produções com seu crescimento constante chegando aos 107%. “Da forma como o milho vem se comportando há alguns anos ele pode superar a soja em níveis de produção, embora sua produção seja apenas para consumo interno”, explica Moedas.

A Conjuntura Econômica é um boletim analítico divulgado há décadas pela Fundação e em versões trimestral, semestral e anual; acompanha e avalia, de forma efetiva, o desempenho dos principais indicadores da economia piauiense. Os segmentos estudados neste boletim são: Agricultura; Comércio; Índice de Preço ao Consumidor (IPC); Serviços (energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário); Matrícula Veicular; Comércio Exterior; Transporte Aéreo; Finanças Públicas (ICMS, FPE); IPVA; Previdência Social; Indústria e dados sobre o Emprego Formal no Estado.

O presidente da Fundação Cepro, Raimundo Filho, explicou que um dos objetivos primordiais deste trabalho tem sido, ao longo do tempo, prestar informações através de um levantamento sistemático e criterioso de dados sobre os mais variados segmentos econômicos do Estado. “Pretendemos, através deste minucioso estudo, subsidiar trabalhos acadêmicos, instigar a reflexão e a tomada de decisão sobre questões institucionais e ainda contribuir com a sociedade em geral quanto aos aspectos voltados para a análise do crescimento econômico do Estado do Piauí”, enfatiza.