13 Agosto, 2019 15:36

Alunos e professores da Uespi promovem ações e celebram os 167 anos de Teresina

O Centro de Ciências da Saúde (CCS) realiza atividades de atendimento à população cotidianamente.

Em comemoração aos 167 anos de Teresina, a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) reuniu profissionais da área da Saúde para discutir sobre as contribuições da universidade para a capital do Piauí. O Centro de Ciências da Saúde (CCS) realiza atividades de atendimento à população cotidianamente.

As turmas de Residência Multiprofissional atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de bairros distintos de Teresina há cerca de 12 anos. Atualmente, a Uespi tem em residência 16 profissionais nas áreas de planejamento em saúde, promoção da saúde e matriciamento (apoio a equipes da Atenção Básica). De acordo com o professor do curso de Medicina, Vinícius Oliveira, as ações das residências objetivam principalmente discutir a melhoria do atendimento, escutar a população e a sensibilização dos profissionais de saúde em relação às necessidades dos hospitais em relação aos pacientes.

Um dos projetos realizado pelos residentes e orientados pelo professor Vinícius  foi a atividade de conscientização sobre a Linguagem de Sinais na UBS do bairro Cristo Rei, zona sul. Os estudantes de Medicina fizeram uma introdução ao ensino básico de Libras para os médicos e outros profissionais que atendem na UBS para melhorar a relação entre o paciente surdo e os profissionais da área da saúde. “Levamos um professor da área de libras da UFPI e profissionais da ASA que demonstraram um pouco da linguagem, principais pontos e desafios”, ressaltou o professor, que ainda pontou que para fazer o atendimento é preciso escutar e entender a necessidade do paciente, nesse sentido, ninguém pode ser prejudicado.

O assistente social e residente, Rubens Dias, afirmou que atividades como essa materializa o que foi aprendido ao longo da graduação, além de beneficiar toda a população que depende do atendimento da UBS. “Buscamos levar discussões sobre as políticas públicas de melhorias no atendimento dos usuários da UBS e tentamos mostrar aos profissionais como essas ações podem agregar no exercer da profissão deles”, enfatizou.

Além do trabalho dos residentes, os alunos de especialização também realizam projetos de atendimento. A Especialização em Estomaterapia já ofereceu vários serviços direcionados ao tratamento da área. O curso oferecido pela primeira turma de Pós-graduação sobre incontinência urinária e saúde da mulher está incluso dentro das atividades de serviço à população.

A coordenadora do curso, Sandra Marina Bezerra, destaca que a ideia é que Teresina tenha um serviço mais abrangente de estomaterapia e incontinência com pronto atendimento. “Estruturamos uma sala especializada para realizarmos exercícios de tratamentos para as problemáticas de incontinência, mais especificamente pacientes que tenham cateter vesical de demora e cateter intermitente, que esteja perdendo urina por transbordamento ou por outro motivo, além dos que estão com sonda para serem reavaliados”, explicou.

A professora acrescenta que a área de estomaterapia ainda não tem tanta atenção na nossa cidade, então a especialização na área vai melhorar o atendimento junto à população que necessita desse tratamento especializado em estomias. “O Piauí apresenta um grande número de pessoas que amputam os membros em decorrência dos problemas empáticos. Cerca de 70% das amputações são ocasionadas pela diabetes. No entanto, essas amputações poderiam ser evitadas com o tratamento adequado e uma maior atenção em relação a essa questão, então buscamos sempre promover atividades de inserção do tratamento especializado dessas problemáticas”, pontuou.

Um exemplo de projeto do curso de Estomaterapia é o “Meu Querido Pé”,coordenado pela professora Sandra Marina e a pós-graduanda Josiane Santos, que segue a linha de tratamento de estomias para o Centro Maria Imaculada (CMI). A proposta é tratar e prevenir lesões em pé de pacientes com hanseníase e dar as orientações ao paciente sobre o autocuidado, dentro da realidade econômica e social de cada um e também para prevenir  outras lesões.

Josiane Santos afirma que, em média, oito pacientes são atendimento diariamente e os resultados são positivos tanto para todos os envolvidos.”Além de reduzirmos o número de pessoas com lesões, recuperamos autoestima dessas pessoas ao diminuir o estigma da doença, que já é muito forte, dando qualidade de vida ao paciente”, relata.

A professora Sandra acrescenta, ainda, que todas essas ações dependem do envolvimento de todas as partes envolvidas, dessa forma é necessária uma verdadeira doação do profissional. “É uma força tarefa. Precisamos envolver o paciente e fazer com que o mesmo confie em nós, lidamos com pessoas com diversas enfermidades, então é necessário uma dedicação do aluno ao realizar tais ações. Atividades como essas são a prática do que o aluno irá lidar ao longo da sua carreira profissional, além de prepará-lo para lidar com pessoas. Saúde é isso, doação e amor”, finaliza a professora.

Autoria: Priscila Fernandes
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