11 Setembro, 2019 18:34

Adapi monitora cavalos instalados no Parque de Exposição após novo caso de mormo

Agência monitora de perto situação de animais e trabalha para eliminar focos da zoonose

Após a confirmação de um novo caso de equídeo acometido por mormo, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) realiza avaliação, através de exames, em mais de 50 cavalos alocados no Parque de Exposição Dirceu Arcoverde que tiveram contato com o animal vítima da doença.

A partir desta quarta-feira (11), o parque estará fechado e os animais que lá se encontram não poderão sair até o resultado de novos exames. “A Adapi vem acompanhando de perto as suspeitas de casos de mormo que surgiram nas últimas semanas. Os animais do Parque de Exposição serão examinados nos próximos dias e, após o resultado da primeira avaliação, serão expostos a mais uma rodada de exames. Caso seja registrado algum resultado positivo para mormo, o animal deverá ser sacrificado e o parque seguirá interditado até passar por uma desinfectação”, explica o presidente da Adapi, José Genilson Sobrinho.

As amostras coletadas dos exames serão enviadas ao Ministério da Agricultura, de onde, após 15 dias, sairão os resultados.

Este é o quarto foco e o quinto caso da doença no Piauí, em 2019. O mormo é uma doença infectocontagiosa, que atingem equinos e que pode ser transmitida para humanos. Todos os funcionários que tiveram contato com os animais foram encaminhados para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela para a realização de exames. Em animais, os sintomas da zoonose são: febre, fraqueza, corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos. O contágio acontece através do contato com o material infectante, como pus, secreção nasal, urina e fezes.

“É importante salientar que o aparecimento da doença não se dá por falhas na fiscalização. Todos os animais que testaram positivo para mormo eram propriedades de alto valor e dispunham de uma boa estrutura. O Governo do Estado, através da Adapi, segue acompanhando de perto e disponibilizando toda a estrutura necessária para identificar e eliminar todos os focos da doença no estado”, pontua a secretária estadual do Agronegócio, Simone Araújo.

Em julho deste ano, a Adapi interditou a clínica de animais de grande porte do Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Piauí (HUV UFPI) após descobrir que um animal internado no local estava com a doença.

Autoria: Redação CCom