Cinéas Santos declamou poemas de H. Dobal, Paulo José Cunha, Climério Ferreira e Paulo Machado. Do livro “Tá pronto seu lobo?”, o professor Cinéas leu o poema Cotidiano I, onde o poeta Paulo Machado, fala de um acidente na avenida Frei Serafim. O professor explica que os poemas escolhidos são dos maiores nomes da poesia piauiense e no caso de Paulo Machado a poesia Cotidiano I mostra um tema que outros poetas não buscam. “Podemos mostrar um pouco dos melhores poetas do Piauí. O Paulo Machado faz uma crônica poética de Teresina, mas daquela Teresina que ninguém conta”, explica.
Entre uma poesia e outra, a beleza das vozes dos cantores líricos Raimundo Pereira, Lindalva de Carvalho e Rejane Madell conseguia o que parecia impossível- um silencio absoluto; Todos ficavam mergulhados em canções como: “O Mio Babbino Caro”, ópera de Puccini, “Vagalume” de José Eduardo e da canção italiana “Ó Sole Mio”.
O poeta e humorista Desudeth Nunes o Garrincha arrancou risos da platéia contando casos do Piauí, logo depois foi a vez do repentista Pedro Costa.
A cada apresentação os artistas piauienses e presentes se apresentavam sem nenhum ensaio prévio, a emoção aflorava as poesias eram declamadas. O musico piauiense Geraldo Brito recebeu uma homenagem surpresa do professor Cineás Santos, que destacou o violonista. “Este é um dos maiores músicos do Piauí. Contam que no tempo do bar “Nós e Elis” Geraldo se apresentava com um banda e ao fianal do show todos pararam de tocar e só ele continuou. É por isso que dizem que ele toca até dormindo”, disse.
Nesse momento é a vez das poesias de Torquato Neto declamadas por Van Monteiro e José Edson, em uma performance típica da veia do “Anjo torto”, Ivan Monteiro subiu em uma cadeira para falar do “coro dos contentes”. O piauiense Ramsés Ramos foi homenageado através da declamação da poesia “Mamãe coragem” de Torquato Neto.
Logo mais, o grupo Eita Piula se apresenta no Nação Piauí mostrando muito forró é de serra, após a apresentação da forrozeira sebastiana.