O diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento do Piauí (Comdepi), engenheiro Norbelino Lira de Carvalho, estima que o Piauí precisa fazer mais 5 mil barragens para atender às necessidades de abastecimento, piscicultura e agricultura para deixar de ser vulnerável às secas. O governador Wellington Dias destacou para esta missão um técnico de reconhecida capacidade para dinamizar a atuação da empresa de desenvolvimento no aproveitamento racional do potencial ofertado pela reserva de água.
A Comdepi fez um levantamento completo da atual situação do potencial de barragens através das obras executadas para o desenvolvimento hidroagrícola do Estado, incluindo a finalidade e a situação em que se encontram agora.
A situação das barragens no Piauí, hoje, é a seguinte:
Algodões I, localizada em Cocal, tem capacidade para 51 milhões de metros cúbicos de água e a finalidade de abastecimento humano e animal, além do aproveitamento hidroagrícola.
Algodões II, em Curimatá, tem capacidade para 247 milhões de metros cúbicos de água e a finalidade de abastecimento humano e animal, além de aproveitamento hidroagrícola com área estimada de irrigação de 500 hectares e está com estudos preliminares para adutora.
Bezerro, em José de Freitas, tem capacidade para 11 milhões de metros cúbicos e aproveitamento hidroagrícola operando junto à Escola Agrotécnica e área irrigada implantada, constituindo-se no Complexo Hidroagrícola de José de Freitas.
Buriti, em Buriti dos Lopes, sua finalidade principal é a irrigação e controle do nível de água da Lagoa de Buriti dos Lopes e tem área de irrigação estimada em 1.100 hectares.
Corredores, em Campo Maior, com capacidade de 63,3 milhões de metros cúbicos, destina-se ao abastecimento humano, aproveitamento agrícola e regularização do nível de água do rio; tem área estimada em 700 hectares para a irrigação, com projeto básico para adutora destinada ao abastecimento de Alto Longá, Coivaras e Campo Maior.
Estreito, em Padre Marcos, tem capacidade de 20 milhões de metros cúbicos, destina-se ao abastecimento humano e animal, além de aproveitamento agrícola, está em processo de finalização da construção com projeto básico para adutora destinada às cidades de Padre Marcos, Francisco Macedo, Belém, Alegrete, Jaicós e Massapé do Piauí.
Longá, em Buriti dos Lopes, destina-se a irrigação e controle do nível de água da Lagoa de Buriti dos Lopes.
Mesa de Pedra, em Valença, tem capacidade de 47,5 milhões de metros cúbicos, destina-se ao abastecimento humano e animal, além de aproveitamento agrícola para irrigação de uma área de 1.100 hectares, dispondo de projeto básico para adutora destinada ao abastecimento de Valença, Elesbão Veloso, Francinópolis e Lagoa do Sítio.
Pedra Redonda, em Conceição do Canindé, tem capacidade para 216 milhões de metros cúbicos, destinando-se ao abastecimento humano e animal e aproveitamento hidroagrícola com área de irrigação de 15 mil hectares e tem projeto básico para adutora.
Piracuruca, na cidade do mesmo nome, tem capacidade de 250 milhões de metros cúbicos com área de irrigação estimada em 8 mil hectares.
Poço Marruá, em Patos-PI, tem capacidade de 293,4 milhões de metros de metros cúbicos com destinação ao abastecimento humano e animal, aproveitamento hidroagrícola com área de 5 mil hectares para irrigação e barragem adutora em execução. Depois de pronta, a adutora vai beneficiar as cidades de Patos do Piauí, Caridade, Jacobina e Curral Novo.
Salinas, em São Francisco do Piauí, com capacidade para 385 milhões de metros cúbicos; 8 mil hectares destinados à irrigação e há estudos preliminares para adutora.
Tinguis, em Piracuruca, tem capacidade para 295 milhões de metros cúbicos, com aproveitamento agrícola e irrigação de 6 mil hectares e há barragem em construção.